'Magalhães' é caso de estudo da Intel
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Há países que têm Portugal debaixo de olho por causa do portátil
"O ClassMate PC nasceu como uma plataforma vocacionado para os mercados emergentes, mas a versão portuguesa (Magalhães) transformou num projecto interessante para os países desenvolvidos", afirma Lila Ibrahim. A directora-geral de Plataformas da Intel esteve na passada semana em Lisboa a assistir à entrega dos primeiros 3000 portáteis aos alunos do ensino básico no âmbito do programa e-escolinhas. "� uma oportunidade única para Portugal. Há muitos países atentos ao evoluir do projecto porque também perseguem o objectivo de levar a tecnologia às suas crianças em idade escolar", sublinha Lila Ibrahim.
A dirigente da Intel também esteve reunida com responsáveis do Ministério da Educação e com a JP Sá Couto no sentido de definir as especificações da futura versão do Magalhães. "Estamos a procurar incluir "e-learning" (ensino à distância pela Internet) e produtos e tecnologia para a sala de aula", revela.
Também ao nível do "design" da plataforma ClassMate PC estão a ser estudadas expansões do projecto."Temos uma equipa de etnógrafos que estuda a forma como os estudantes usam a tecnologia (ser antichoque, teclado resistente a líquidos)", afirma."Agora está a estudar a possibilidade de incluir ecrãs tácteis para que seja possível escrever com a mão. O grande desafio é tornar essa funcionalidade eficaz, economicamente acessível para estudantes e famílias e durável", acrescenta.
A dirigente realça que a incorporação portuguesa de componentes no Magalhães (além da memória) pode aumentar.
Mas, mais do que o equipamento, Lila Ibrahim considera que o mais importante é o projecto global de modernização do ensino básico (e-escolinhas), incluindo as aplicações de software e os conteúdos nacionais (por exemplo, a Diciopédia). Afinal, aquilo que torna o Magalhães diferente dos outros projectos ClassMate PC existentes no mundo.
"Visito 20 países por ano, vejo muito tecnologia a ser usada no desenvolvimento económico e social, mas não encontrei nenhum projecto tão ambicioso e bem estruturado", elogia a mesma responsável. Por isso, insiste no potencial de exportação do portátil, além do um milhão que já está contractualizado para a Venezuela.
"O Magalhães pode transformar-se no pólo de atracção para o desenvolvimento de "software" e conteúdos e até da produção de periféricos (por exemplo, o microscópio). Isto é uma oportunidade única, porque Portugal está a transformar-se num caso de estudo mundial".
Por isso, Lila Ibrahim espera que dentro de um ano o sector português de software já tenha criado um número significativo de aplicações e conteúdos, porque "o mercado de 500 mil Magalhães já é relevante".
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